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Occupy Wall Street, a Primavera Árabe e os Indignados

As Exigências no Egipto eram iguais às Exigências na Líbia? Não. Mas todos os movimentos que fazem parte da Primavera Árabe têm dois ou três pontos em comum.

Primeiro, são movimentos populares que se organizaram através da net.

Segundo, são movimentos de mudança radical no sentido da inflexibilidade. Ou muda… ou racha.

Terceiro, todas as mudanças que se operaram resultaram da vontade inabalável do Povo. Mesmo morrendo muitos, nunca o Povo se acobardou.

As Exigências em Wall Street têm uma realidade diferente das outras realidades à volta do Globo.

Nos EUA, actualmente, 40% da riqueza está concentrada em apenas 1% da população. Em Portugal não será o caso, mas 60% da riqueza é esbanjada pelo Estado. Com benefício de 1%.

Nos EUA as corporações financeiras infiltraram o Estado. A administração da Goldman Sachs é hoje a fornecedora de todas as figuras de proa do Departamento do Tesouro. O nosso Ministério das Finanças. Curiosamente o sr. Mario Draghi que irá presidir ao Banco Central Europeu é mais um quadro da Goldman Sachs. Em Portugal o conluio entre o Governo Sócrates e a Banca, com o beneplácito de figuras como Victor Constâncio, encaminhou milhões em compromissos a pagar aos Bancos, provavelmente com muita corrupção envolvida. Os lucros das parcerias publico-privadas, da aquisição ruinosa dos aviões da FAP, as ginásticas contabilísticas para fazer despesa sem dinheiro geram lucros fenomenais para a banca e para algumas empresas de construção transformadas em negócio financeiro. Como a Mota Engil de Jorge Coelho. Estes compromissos empenharam as próximas gerações. A “nossa” divida a estas instituições é Colossal.

Nos EUA há entre 40 e 50 milhões de pobres. Em Portugal a coisa é mais amena por motivos vários, mas o nível de vida da classe média aproxima-se assustadoramente do patamar da sobrevivência.

Os EUA fizeram a globalização. Nós assistimos sem nada poder fazer ao aparecimento de Tapetes de Arraiolos Made in China.

Em resumo, há diferenças entre os Ocupantes de Wall Street e os Indignados. Como há entre Líbios e Tunisinos. No entanto, os três aspectos comuns apontados no início são válidos também para o “Ocidente”.

É preciso uma Primavera Ocidental para varrer a causa principal da decadência das nossas sociedades. Porque, em comum temos que evitar que os Povos se tornem escravos da(s) Dívida(s). Temos que trabalhar para ter uma vida melhor, não para pagar juros pela despesa que os Governos assumem perante alguns que enriquecem ainda mais à custa do nosso trabalho. Alguns, muito poucos, conseguiram a fantástica proeza de nos tornar a todos devedores. Todo o Mundo Ocidental deve.

Não somos tiranizados por Mubarak ou por Kadafi. Somos todos tiranizados pela Dívida. Estamos a tornar-nos todos escravos, trabalhando para pagar as Dívidas. E devemos ao tal 1%. Dívida que nenhum de nós assumiu, quis ou soube que estava a ser assumida em nosso nome!

Veja aqui como somos escravizados pela Dívida:

1-      http://www.youtube.com/watch?v=_dmPchuXIXQ

2-      http://www.youtube.com/watch?v=lBZne09Gf5A&feature=related

3-      http://www.youtube.com/watch?v=SjUrib_Gh0Y&feature=related

4-      http://www.youtube.com/watch?v=_BVNN1wqw3k&feature=related

5-      http://www.youtube.com/watch?v=VPPFgHF9VR4&feature=related

Voltando ao início:

1-      A Internet é a plataforma natural de organização dos Indignados. É a única forma de juntar toda a gente necessária à mudança. É a única forma de organizar Acções. É a única forma de implementar a Democracia Popular.

2-      A mudança que realmente interessa não é a devolução dos subsídios de Natal. É a reforma estrutural do sistema. E temos que ser IRREDUTÍVEIS. Não se aceitam meias medidas. O que está mal tem que mudar! Ou têm que nos enfrentar.

3-      Quando a repressão surgir, porque o 1% vai usar o Estado, a Policia e todos os outros meios de intimidação a que possam deitar mão, nunca desistir. Lembrem-se da Primavera Árabe. O Povo tem que se assumir como um todo corajoso. Afinal, eles são apenas 1%.

Se chegarmos ao extremo e eu tiver que morrer para que o Futuro dos meus filhos não seja a ESCRAVATURA, eu morro!

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